BA 158 | Cada dia mais o balcão de autopeças mostra sua força

Por Karin Fuchs
06/05/2020 18:15:22

 

No Brasil são mais de 35 mil lojas de autopeças, juntas elas somam um time de milhares de balconistas que não apenas atendem mecânicos e clientes finais, mas principalmente pelo seu conhecimento, eles ajudam a fortalecer as marcas de autopeças. Por mais que a tecnologia tenha facilitado a disseminação de informações, o cliente muitas vezes já chega no balcão achando que sabe exatamente o que precisa, sem o balconista a compra não é certeira. E eles têm muitas histórias para contar.

 

Na Casa do Chevrolet, em Uberlândia (MG), Marcio Jacinto de Melo conta que caiu na área de paraquedas, em 1993, e não saiu mais. “O que eu mais gosto nesta profissão são as surpresas que acontecem, quando conhecemos pessoas incríveis e elas mesmas passam a fazer parte do nosso dia a dia”.

 

O desafio, diz ele, é começar o dia sem nada garantido e se relacionar com uma grande diversidade de pessoas, com os mais diversos comportamentos. “Por isso, é importante estar atento às nuances do mercado e sempre aberto às mudanças. Conhecendo mais os produtos, oferecendo mais vantagens que o WhatsApp, como garantia, menor prazo de entrega e praticidade, melhorando também a argumentação”.

 

Segundo Melo, “graças a esta profissão, eu consegui uma condição financeira de ficar entre os 5% dos melhores salários do País”. Sobre o futuro da profissão, prevê ele: “A cada dia vai apertando o cerco, mais e mais clientes chegam ao balcão sabendo detalhes e preços dos produtos”.

 

Em Porto Nacional (TO), Glaison Lopes de Macedo está na Parente Autopeças há 7 anos. “Eu não entendia nada de peças, não comecei diretamente como balconista, mas fui aprendendo esta função aqui. Hoje já conheço bem o ramo, só temos um pouco de dificuldades com marcas que não têm concessionárias na nossa região”.

 

Para se atualizar, Macedo comenta que os catálogos online ajudam muito. “A maioria dos fabricantes tem catálogos online que são atualizados automaticamente. Antigamente, quando eram impressos, o processo era mais moroso, demorávamos para saber as novidades e tínhamos que ligar na fábrica”.

 

Realizado na sua profissão, assim como Melo, o que ele mais gosta é de atender os clientes. “O que eu mais gosto é quando o cliente chega com um problema na loja que não está conseguindo resolver, quando a gente consegue, isso é uma satisfação. Quando ele fala que gostou do atendimento, esta é a melhor parte da nossa profissão”.

 

E também a parte financeira. “Na minha região, com base no que é realidade na nossa cidade, está bem mesmo. Aqui os volumes de vendas não são tão grandes como nos grandes centros, mas o que conseguimos financeiramente está dentro das expectativas”.

 

Para finalizar, ele prevê que a internet vai facilitar a profissão do balconista. “Por enquanto, os clientes estão muito desinformados e fazem loucuras nos seus carros por desconhecimento. Isso vai melhorar com mais informação”.

 

Afinidade

 

Formado em Química Industrial, Alessandro Braun está há 13 anos na Auto Peças Zagonel, localizada em Lajeado (RS). A escolha pela profissão se deve à sua paixão pelo ramo automotivo. “Sempre gostei muito deste ramo e um dia surgiu uma oportunidade na loja. Eu tenho muita afinidade com carros e a profissão lhe dá um bom retorno em vários aspectos, o financeiro é um deles, mas o principal é que eu gosto do que eu faço”.

 

Na parte de atualização, Braun conta que vários cursos são oferecidos na sua região nas autorizadas e pelas fabricantes de peças, “também aproveito bastante o que a loja me oferece. Mesmo que não tenhamos o conhecimento do mecânico, eu sempre procuro ir aos cursos para aprender. Alguns ensinam aplicações de peças, o mecânico não cobra isso da gente, mas sim sobre as marcas. Nós temos que dar uma opinião para eles”.

 

Entre as mudanças ao longo de mais de dez anos no balcão, ele diz que uma delas foi o perfil do cliente. “Cada vez mais é o consumidor final que vem ao balcão. Quando eu comecei, era mais ou menos 70% mecânicos e 30% clientes, hoje já está quase balanceado. Com a internet ele chega achando que sabe o problema do carro, já vem com uma ideia na cabeça”. Nessa situação, ele explica que é preciso orientá-lo também em relação às marcas. “É preciso negociar com o cliente, às vezes ele quer levar a peça para testar, tem que orientá-lo a procurar um profissional, um mecânico para ter um diagnóstico mais preciso. Nós temos que ter mais jogo de cintura para negociar tanto com o cliente como com o mecânico”.

 

Sobre o futuro da profissão, Braun prevê que o uso cada vez mais da tecnologia é inevitável. “Eu já atendo pelo WhatsApp, e-mail e Skype, dificilmente atendo o cliente pessoa física no balcão. E cada vez mais o mecânico tem menos tempo. Ele nos manda mensagem de áudio e imagem da peça para confirmarmos se é a correta. O atendimento está indo cada vez mais para a informatização. Eu tenho clientes fiéis, mas falo muito pouco com eles”.

 

Em Fortaleza (CE), Adécio Vieira da Costa começou a trabalhar com caminhões na empresa em que seu pai trabalhava, quando ele tinha 9 anos de idade. “Foi quando eu comecei a gostar de caminhões, estou nesta profissão há 22 anos, sendo 19 deles na Rodoceará. O que eu mais gosto é de atender o público”.

 

Assim como os automóveis, ele compara que também há muitas mudanças na linha pesada. “Quando um novo caminhão chega aqui, eu já vou olhar as novidades e igualmente pesquiso muito pela internet. Além disso a cada três meses a empresa nos proporciona treinamentos. O cliente está mais bem informado, por isso precisamos estar sempre nos atualizando”.

 

O segredo, conta ele, é amar o que faz. “Já recebi várias propostas de emprego, mas recusei todas. Amo o que eu faço. Fazer o que gosta é o mais importante, não é à toa que todos os dias eu estou aqui a partir das 7 horas e sem hora para sair”. E essa paixão ele passa para os mais jovens. “O pessoal que vem para o balcão passa por nós, procuramos sempre ensiná-los. Não adianta querer saber demais, pois ninguém sabe de tudo. Tem que se ajudar”.

 

Mesmo assim, ele comenta que há um desinteresse pela profissão que pode se agravar no futuro. “Como toda a modernidade que existe, há um desinteresse pela profissão. Nós temos uma vaga para vendedor que não conseguimos preenchê-la. Quem trabalha com vendas mata um leão por dia, principalmente quando se tem metas, isso significa todos os meses começarmos do zero e todos os dias é um desafio”.

 

Ascensão

 

Há 26 anos na Autopeças Alvorada, em Curitiba (PR), Francisco Carlos Pasiam começou a trabalhar em autopeças na loja do seu tio, em Japurá (PR). “Trabalhei com ele por uns cinco anos, era uma cidade pequena que eu não via muitas perspectivas de crescer profissionalmente, por isso, eu fui para um centro maior que tem mais oportunidades, vim direto para a Alvorada”.

 

A paixão dele é por carros. “O que eu mais gosto na profissão é que o brasileiro gosta de veículo e você se empolga com eles, vê o carro inteiro, as peças montadas, sempre me interessei pela parte mecânica e pelas energias renováveis. Eu sempre digo que quem entra no ramo automotivo não sai mais”.

 

Para se atualizar, ele comenta que eles têm muito acesso às fábricas. “Hoje, os meios de comunicação e a internet ajudam muito a esclarecermos dúvidas, porém, a internet também tem muitas informações incorretas, é preciso buscar uma segunda opinião. E as fábricas abrem um canal muito bom para nós, com apoio e assistência técnica. Quando há lançamentos, eles geralmente nos passam em primeira mão”.

 

Gerente de balcão desde o ano 2000, Pasiam diz que “em que qualquer profissão, tem que ter objetivos a serem atingidos. Eu pessoalmente estou realizado com o que faço”. E nos dias de hoje, ele diz que é preciso ter um conhecimento ainda mais apurado. “Muitas vezes, o cliente chega sabendo o que está acontecendo no seu veículo e a peça que precisa comprar, o que nem sempre procede. A nossa função é mostrar para ele que se não estiver correta, ela não irá resolver o problema do seu automóvel”.

 

Em relação ao futuro, Pasiam prevê que a necessidade do conhecimento técnico não deixará de existir. “Isto nunca acabará, sempre será preciso vendedores que deem uma orientação correta aos clientes. Acredito que a venda técnica sempre existirá, por mais que se tenha uma máquina que responda o que você quer, isso não substituirá o ser humano”.

 

De jovem aprendiz a gerente da loja, Nelson de Freitas Correa Júnior, da Jocar, em São Paulo (SP), conta que entrou na profissão por acaso. “Eu era jovem aprendiz, estava sem emprego na época, fiz algumas entrevistas e me chamaram na Jocar para trabalhar como auxiliar administrativo, mas a vaga era para o estoque. Aceitei, isso foi em 2014, depois eu saí para trabalhar no escritório da minha família e acabei voltando”.

 

O contato com as pessoas é o que ele mais gosta na profissão de balconista. “E eu sou muito bom nisso, adoro conversar com as pessoas e cativá-las, prestar um bom atendimento, uma boa primeira impressão. O que eu mais gosto é este frente a frente com as pessoas, além de gostar de carros e da Jocar, da família Jocar. É uma empresa que tem muito futuro”.

 

Há seis meses, ele assumiu o cargo de gerente da loja de Pirituba e conta como foi a sua trajetória. “Entrei como jovem aprendiz no estoque, fui aprendendo, e por ser curioso e ter interesse pelas coisas, eu me dispunha a fazer de tudo. Decidiram me colocar no balcão e continuei a ajudar em outras áreas quando era preciso. Acho que por isso me tornei gerente da loja”.

 

No dia a dia, ele avalia que o desafio no balcão é entender o que cliente pede. “Nós temos que auxiliálo com o nosso conhecimento. Eu sempre pesquiso na internet quando um novo veículo é lançado, eu gostava de participar de todas as palestras, pois você adquire mais conhecimento e fica mais fácil de vender no balcão. Se o cliente sentir insegurança em você, ele não compra. O balconista tem que ter conhecimento e uma boa relação com o mesmo, sempre ser simpático e estar sorrindo”.

 

Ainda mais nos dias de hoje. “O cliente pesquisa muito, ele já vem com um jogo de cartas nas mãos, pede desconto e qualidade, tem que ter jogo de cintura, ter conhecimento e o mais importante, passar segurança para o cliente”. E quanto ao futuro da profissão, analisa ele, “tem o lado negativo e o positivo. O positivo é que os balconistas mais antigos entendem muito de peças, pois antes não tinham o computador. Como agora está tudo mais digital, está mais fácil, as pessoas não se interessam muito em aprender. Quem trabalha no balcão deveria ter mais interesse em aprender”.

 

Para finalizar, ele diz que está realizado. “Gosto muito da empresa e da família Jocar, eu estou muito contente aqui. Quando cheguei eu era um molecão, criei responsabilidade, tenho esposa e filho, comprei um apartamento que estou pagando, deu tudo certo na minha vida graças à oportunidade que a Jocar me deu e ao meu esforço”.

 

Soluções

 

Entre idas e vindas, Cícero de Sousa Santos, da Jaicar, em Goiânia (GO), está no setor de autopeças há 25 anos. A escolha pela profissão, sintetiza ele: “Ao ver os vendedores tentando decifrar as linguagens múltiplas, me chamou a atenção, em sentir o problema do cliente e solucioná-lo. O que eu mais gosto é a negociação cara a cara, as amizades que você constrói dia a dia com os clientes”.

 

Ele conta que o desafio dos balconistas é ficar atento às novidades e estudá-las. “Como também se aproximar do cliente ao máximo sem ser invasivo. Eles buscam mais informações antes de comprarem, o que vejo como positivo, pois a maioria sabe o que quer, tem noção des preços, isso facilita a negociação e prioriza o bom atendimento”.

 

Santos revela que ainda não atingiu o seu objetivo pessoal, mas já teve várias conquistas com a profissão de balconista. “Entre elas, o meu curso de formação, residência própria e carro”. Sobre o futuro da sua profissão, ele vê balconistas com mais formação. “Um profissional que tem certificado de ensino superior, técnico e teórico com habilidades em e-commerce”.

 

Também para Luis Felipe Homem Pereira, da Dadinho Truck Center, localizada em Aparecida de Goiânia (GO), o mais bacana da profissão é ajudar as pessoas a resolver problemas, a oferecer uma solução. “A gente acaba virando vendedor pelo amor à profissão em atender o cliente, em estar nesta dinâmica no dia a dia. Comecei nesta área aos 16 anos, hoje estou com 23 anos”.

 

Para isso, ele diz que é fundamental conhecer as demandas e tendências do mercado e estar sempre se atualizando. “Sempre estar um passo à frente para ser melhor do que o seu concorrente e entendendo melhor o seu cliente. Eu sempre participo de eventos e feiras automotivas, de cursos, palestras e workshops”.

 

Por se tratar de caminhões, Pereira conta que agilidade é fundamental. “Nós temos que atender a necessidade do cliente que faz a logística do País acontecer, caminhão não pode ficar muito tempo parado na oficina. Tem que ter agilidade no atendimento para esta logística não ser interrompida. O nosso atendimento é o que faz a diferença”.

 

E nesta linha, ele revela que está realizado na profissão. “A minha realização é de 100% em estar sempre lidando com pessoas e não numa sala fechada atrás do computador. Hoje, o cliente já chega com uma ideia fixa, quem nem sempre corresponde ao que o seu caminhão precisa e atualmente resolve isso na base da conversa. Lidar com pessoas a atender o público é a parte sensacional da nossa profissão, o atendimento ao público”.

 

Ele só lamenta que nem todos pensem desta forma. “Eu vejo pessoas que não queriam estar nesta profissão, por isso, elas não fazem um atendimento excelente. Eu prezo muito pelo bom atendimento aos clientes e não quero vender somente uma vez para ele, eu quero fidelizá-lo”.

 

Conhecimento

 

Na Valdir Autopeças, em Campo Grande (MT), Rafael da Silva Arruda começou como caixa, na correria do dia a dia foi ajudando seus colegas e aprendendo a profissão até se tornar balconista. “Eu estou neste lugar desde 2011. Sou formado em Administração de Empresas e até brinco que aqui também é uma faculdade, pois estamos sempre aprendendo e é isso o que eu mais gosto nesta profissão”.

 

E ele está sempre buscando conhecimento. “Isto é necessário, pois sempre tem novidades neste setor. O catálogo ajuda muito para nos orientarmos, mas para novos caminhões que só têm nas concessionárias, a gente vai na vivência mesmo. Verifica se a peça é a mesma ou não do modelo anterior, vamos gravando e aprendendo no dia a dia”.

 

Aprendendo também a lidar com os clientes. “Não é fácil lidar com o público. Um dia um cliente me disse que óleo é tudo igual, que não existe especificação e que isso é conversa para vender mais caro. Outro me disse que iria montar uma autopeças porque é fácil, hoje tem catálogo para tudo e que não é preciso ter conhecimento. A gente vai contornando, precisamos do público e temos que lidar pacientemente”.

 

Satisfeito com a sua profissão, “a Valdir Autopeças me valoriza bastante e eu estou bem satisfeito”. Arruda afirma que os meios digitais não substituirão os balconistas. “Nós temos que estar nas redes sociais, pois isso é mais visibilidade, e os catálogos eletrônicos quando chegam para nós (atualizações) às vezes vêm em formatos diferentes que temos que nos adaptar e quando as peças mudam é preciso ter conhecimento. Tem coisas que só os balconistas sabem, a internet não irá substituí-lo, mas ele precisa estar sempre atualizado”.

 

Opinião similar compartilha Rogério Rodrigues da Silva, da Morato Autopeças, em Brasília (DF). “Tem que ter informação e transmitir segurança ao cliente. O carro é como o ser humano, o dono pode até dizer o que ele está sentindo para o balconista ou mecânico, mas ele precisa ser examinado para ter certeza do diagnóstico. É muito técnico e a internet não substituirá os balconistas”.

 

Silvia está na Morato há quatro anos, “vim para a loja a convite de um amigo, antes eu já trabalhava na área comercial, mas de bebidas. O que eu gosto é resolver o problema do cliente. A autopeças não é muito objetiva, é muito técnica, o cliente chega achando que é uma coisa, mas é outra, e resolver o problema dele é uma grande satisfação”.

 

Para isso, ele está sempre se atualizando. “Eu participo de muitos cursos, como do Senai e do Sesi, pela internet há muitas orientações, muitos vídeos, e quando saem notícias de novos carros, busco a ficha técnica, entender como é o motor dele e tipo de manutenção do veículo”, conclui.

 

Ser uma pessoa bem informada, atualizada com o que acontece ao seu redor, no Brasil e no mundo, pode se constituir em importante diferencial nas relações.

 

Citamos abaixo exemplos de situações que podem acontecer no dia a dia e que precisamos estar preparados para interagir da melhor forma possível, desde que não gere conflitos ou desconforto de parte a parte:

 

Reforma da Previdência

 

Cliente 1: “Preciso me inteirar sobre a Reforma da Previdência. Completei 32 anos de contribuição e não sei o que isso vai impactar em relação à minha aposentadoria”.

 

Balconista 1: “Eu tenho acompanhado esse assunto. De acordo com as novas regras, o homem com menos 33 anos de contribuição, para se aposentar, precisa optar por uma das cinco regras de transição”:

 

Transição 1: Sistema de pontos – É a soma da idade + tempo de contribuição. A partir de 2020 será necessário que o trabalhador, no caso de homens, some 97 pontos; em 2021, 98 pontos; e assim por diante, até que a razão necessária alcance 105 pontos.

 

Transição 2: Aposentadoria por idade - por essa regra, o trabalhador terá que alcançar 60 anos de idade (mulheres), e 65 anos (homens), com tempo mínimo de contribuição de 15 anos. Além disso, no caso de homens, o tempo de contribuição aumentará 6 meses por ano até alcançar 20 anos de contribuição necessária em 2029.

 

Transição 3: Idade mínima + tempo de contribuição - a idade mínima iria subir 6 meses a cada ano a partir de 2020, até atingir 62 anos para as mulheres em 2031, e 65 anos para homens em 2027, com tempo mínimo de contribuição de 30 anos para mulheres e 35 para homens.

 

Transição 4: Pedágio de 50% - o trabalhador irá cumprir na totalidade o tempo que falta de contribuição MAIS metade deste tempo restante (50%). Assim, para quem ainda faltam 2 anos para se aposentar nas regras vigentes, iria cumprir 3 anos no total (24 meses + 12 meses).

 

Transição 5: Pedágio de 100% para INSS e servidores públicos;

 

Transição 6: Sistema de pontuação apenas para servidores públicos”.

 

Mercado Automotivo

 

Cliente 2: “Estou iniciando no ramo automotivo e estou precisando ler e me informar um pouco mais sobre o mercado”.

 

Balconista 2: “Sou leitor do Jornal Balcão Automotivo desde a sua fundação em 2006 e recomendo a leitura. Trata-se de uma publicação impressa e digital, com distribuição nacional, periodicidade mensal e tiragem de 20.000 exemplares, voltada para varejos de autopeças, distribuidores, atacadistas, fabricantes, centros automotivos e profissionais do segmento”.

 

Manchas de óleo na Costa do Nordeste

 

Cliente 3: “Pretendo atuar na condição de voluntário na limpeza das praias de Salvador. Acredito que não tenha risco algum”.

 

Balconista 3: é recomendável ter cuidado e utilizar os equipamentos de segurança. As massas grudentas do óleo são tóxicas. Embora, são poucas as pesquisas que avaliam os efeitos do contato humano com as manchas grudentas e tóxicas de óleo, a composição química do produto, pelo que li, é resultado de uma complexa combinação de hidrocarbonetos (como benzeno, tolueno e xileno), carbono, nitrogênio e outras substâncias, o que pode implicar em consequência de curto, médio e longo prazos, incluindo impactos ao meio ambiente.

 

Cliente 4: “Mesmo com toda essa campanha realizada na mídia, eu jamais farei exame de toque retal...”.

 

Balconista 4: “A prevenção é o melhor remédio. Novembro Azul é um movimento mundial que tem por finalidade reforçar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata, o segundo mais incidente entre os homens no Brasil, perdendo apenas para o câncer de pele não melanoma. O médico deve ser procurado quando o homem perceber sinais e sintomas sugestivos da doença, como: dificuldade de urinar; diminuição do jato de urina; necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite; e sangue na urina. É recomendável adotar hábitos saudáveis, tais como: não fumar; praticar atividades físicas regularmente; manter um peso saudável; manter uma alimentação saudável e equilibrada; identificar e tratar adequadamente a pressão arterial; níveis de colesterol e diabetes. O toque retal e a dosagem do PSA servem para indicar a necessidade da biópsia da próstata”.

 

Imagine as seguintes situações:

 

1. Realizar uma viagem para um local desconhecido sem buscar informações;

 

2. Comprar um produto sem conhecer suas especificações;

 

3. Assistir a uma palestra sem, antecipadamente, ler sobre o tema;

 

4. Abrir uma empresa sem realizar um estudo de mercado;

 

5. Fazer um investimento sem conhecer os riscos;

 

6. Matricular-se em um curso sem saber o conteúdo programático.

 

Quando criança, somos ávidos por conhecimento. É a época das interrogações, das muitas perguntas aos adultos na busca por informações sobre nossas dúvidas. Com o passar do tempo, muitos de nós perdem a curiosidade e, mesmo na era da informação, acabam por desconhecer sobre muitos assuntos importantes.

 

O garoto Daniel (Dandan), meu sobrinho neto, é um exemplo. Com apenas 6 (seis) anos de idade ele se sente incomodado pelo fato de no endereço onde reside não ter uma biblioteca. Gosta de folhear livros, assiste a vídeos na internet sobre assuntos que tem curiosidade em conhecer e conversa sobre assuntos da atualidade como se fosse adulto.

 

Conhecimento, portanto, sem arrogância, gera empatia e sucesso nas relações pessoais e profissionais.



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