BA 168 | Como as empresas se adaptarão à LGPD no ambiente digital

Por Anna Azzar
06/11/2020 13:35:37

 
O universo digital ganhou muita força na pandemia. Muitas marcas, que ainda não estavam presentes nas redes sociais, ou faziam qualquer comunicação por e-mail, vendas online, precisaram correr atrás e buscar soluções imediatas, ainda que não estivessem completamente preparadas para isso. E mesmo as marcas que já trabalhavam o marketing digital e tiveram seus negócios afetados pela pandemia foram quase que forçadas a pensar em um novo modelo de atuação aliado à transformação digital. Ou seja, estar presente no ambiente digital se tornou uma prerrogativa fundamental para as ações de marketing das marcas, seja para se comunicar com os outros elos da cadeia ou com o consumidor final.
 
Agora com a LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados LGPD, nº 13.709, aprovada em agosto de 2018 e com aplicação desde agosto de 2020, marco regulatório para garantir o direito de privacidade e proteção de dados, as empresas estão sendo exigidas para uma série de adequações.
 
As novas regras estabelecem diversas mudanças e a dificuldade destas adequações vai depender muito da maturidade da empresa. Os esforços podem ser enormes ou se a empresa já tiver processos bem definidos com uma área de Compliance bem estruturada, uma política de segurança da informação bem planejada, executada e divulgada já é um bom caminho. No marketing, os cuidados dependem dos canais, do uso dos dados que, sem dúvida, estão relacionados ao plano da área.
 
Diferente de olhar para a LGPD como uma restrição para as atividades de marketing, entendo que a lei fará um favor: engajar os leads e clientes realmente interessados na marca.
 
Na prática, as empresas vão ganhar se souberem usar isso como um valor para a marca, é o que acredito. Respeito é algo que se perdeu na massificação do marketing digital. Estamos em um bom momento para rever isso.
 
Para adequar as práticas e rotinas, é importante fazer um assessment sobre os processos que implicam em tratamento – captura, uso, armazenamento e segurança de dados para trazer a proposição de soluções.
 
De forma geral, o ponto de partida para saber quais são as adequações necessárias são os dados em questão, onde eles estão hospedados e como são usados.
 
A área de segurança da informação das empresas, por exemplo, tem um papel fundamental nesse processo para avaliar o que precisa ser alterado em sistemas e executar o que for preciso. As áreas de TI, Compliance, RH, jurídico e marketing também são afetadas. A adequação irá variar caso a caso. Por isso, é um projeto que pode ser bastante complexo dependendo da maturidade da empresa.
 
No B2B, é importante lembrar que existe um CPF responsável pela empresa. E, para tratar estes dados de pessoa física, ainda que dentro de uma relação comercial B2B, os cuidados são os mesmos.
 
Como agência que tem expertise em construir marcas e gerar vendas usando todo potencial do marketing digital e CRM estamos trabalhando fortemente nessa área através da nossa frente de consultoria atendendo clientes de vários segmentos, inclusive autopeças. Entendemos que o nosso papel na consultoria é promover as adequações do marketing e toda a parte de comunicação relacionada, a fim de viabilizar o trabalho de comunicação e marketing digital. Temos feito ainda apresentações e palestras sobre o tema para as empresas que estão iniciando sua trajetória de adequações.
 
 
* Ana Azzar (foto) é Founder e CEO da agência Greenhouse


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